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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Eu vi "dalila"...



Olho para trás e lembro daquele antigo sonho que eu tinha em conhecer o meu ídolo. Lembro e choro. Lembro que era algo quase incontrolável, um sentimento de AMOR mesmo. Era algo que eu não suportava, mas sentia prazer em carregá aquele sentimento, é como se fosse alguma parte da minha vida que estava em alguma parte da terra. Com 11 anos de idade a gente não sabe muito bem o que é um amor, uma paixão, poderia ser atração, não no meu caso, era amor mesmo. Eu não sabia esconder essa admiração que eu sentia por esse ídolo, comprava todos os "cd's" por sua causa, já que não poderia tê-lo em casa, queria apenas ficar com o som da sua voz. Voz que me fez chorar(ainda faz), me fez gritar, pular, me acabar, enfim...
Hoje volto no tempo, mais precisamente em 2004. Havia um tipo de carnaval fora de época na minha cidade e eu fiquei sabendo que o meu ídolo viria para fazer a sua festa. Eu fiquei louco quando eu soube, dei um jeito de recebê-la em grande estilo. Vinte e seis de 2005, dia em que ela chega pra fazer esse tal carnaval de época e eu não sabia o que fazer, dei um jeito, eu tinha que fazer alguma coisa. E FIZ. Corri na lojinha que tem ao lado de casa e comprei uma cartolina, não... não, duas cartolinas e fui inventar alguma coisa para escrever para ela. Na minha gaveta tinha um bloco de papel branco e peguei tudo de lá e escrevi a famosa carta quilométrica. Planejei tudo na tarde do show, faltando algumas horas apenas, corri, apressei tudo. Quando a gente é fã louco, fascinado, fazemos tudo para ver quem a gente ama feliz. Tudo bem que naquele dia não só eu que fiz loucuras, mas de certa forma contribuir para que ela desse um sorriso. Naquela noite aconteceu tudo que eu queria que acontecesse, eu nem esperava e aconteceu. À tempo consegui escrever a minha carta, com a a ajuda da minha querida mamãe, e tive tempo para personalizar a cartolina e blá, foi o que eu pude fazer. Ah! que noite engraçada, levei o coração de pelúcia que eu havia comprado nos dias da mães para a minha, no intuito de dar à ela, de jogar em cima do trio.
Começa o show, eram vários artistas e ela era terceira a passar na avenida e eu fiquei esperando, é claro. Nessa brincadeira, foi eu e mais oito meninas comigo, esperando ela passar, E LÁ VEM ELA. Ficamos insanos quando escutamos um som longe, com a voz doce que embalava e levava todo mundo ao delírio, e a sua alegria contagiava. Para quem não sabe de quem eu estou falando, lá vai. Ela se chama:
Ivete Maria Dias de Sangalo Cady.
Ela sempre esteve dentro de uma cabeça que não pensava muito, a minha. Bom, ficamos esperando ela se aproximar para que pudéssemos reagir conforme o planejado e o planejado? Era jogar o coração de pelúcia e a carta e fazer com que ela lesse o que estava escrito na cartolina. Aconteceu tudo diferente. Conseguimos jogar a carta, por pouco ela não caiu fora, pois bateu no ferro e entrou. Quase tive um treco, mas deu certo. O coração ficou com a minha amiga, nem dei tanta importância naquela hora. Corremos para outro lugar que ficasse mais próximo do trio elétrico e quando paramos , ela leu o que estava no cartaz:
Ivete, nós te amamos, de: Geovane, Luana, Marcele, Barbára, Tayana e Ariani.
Após o término da leitura, nos manda um beijo e nos chama para subir no trio elétrico. Quando isso aconteceu, fiquei estático, sem saber o que fazer. Daí a fixa caiu do que estava acontecendo, eu imediatamente cair em lágrimas. Quando coremos para subir, houve um problema, nem todos poderiam subir apenas dois de nós. O segurança chamou a minha amiga e disse que ela tinha que escolher apenas uma pessoa. Sabe aquele olhar de gato do Shrek? Poisé foi com esse olhar que eu fui junto com ela. Quando eu subir, começou a jorrar rios dos meus olhos, eu não conseguia me controlar, tremia que nem vara verde. Fomos para a plataforma de cima, onde ela estava. Quando eu a vi, corri para abraçá-la, mas para a minha infelicidade, o segurança dela me pegou pelos dois braços e me trouxe de volta, tinha que esperar a minha vez. Tinha outras pessoas esperando sua vez e eu lá, chorando feito doido.
Minha vez. Pronto, quando toquei nela, foi o início de mais um rio. Se vocês se perguntarem onde estava o coração de pelúcia, até onde eu sei, a menina que estava com ele entregou ele à ela. Eu nem liguei, eu já estava lá mesmo, só queria de ficar abraçado ali, aproveitando aquele momento que muitas pessoas dariam para ter. Bati fotos e mais fotos(não tenho nenhuma, porque ainda não existia câmera digital e a máquina que eu tinha era bem antiga e nem era minha) e chorei muito e escutei um. EUTEAMOESEIQUEVOCÊMEAMATAMBÉM! Ah! Foi perfeito, foi lindo, inesquecível. Muitas pessoas não acreditam, por eu não ter prova, mas eu sei o que eu vi e senti, e carrego essa lembrança até hoje.
O tempo passou, e esse amor só fez aumentar, com maturidade agora. O antes era incontrolável, agora se torna uma satisfação de ser fã de alguém que eu conheço pessoalmente. Se ela lembra de mim? Obviamente que não, pelo fato de outras muitas pessoas já terem passado pelo mesmo caso que eu. Hoje vejo quão grande é o seu sucesso, e sinto-me feliz por isso, por saber que um dia eu fiz parte da felicidade dela.
Ano passado apostei com ma amiga da escola que eu ia consegui com que ela falasse com ela pelo twitter, até agora não deu certo, mas a aposta ta de pé ainda. Bom, era mais ou menos isso que eu queria falar, sobre mais um sonho desse menino que não parece um adolescente e sim um menino. Um menino que conseguiu o que quis um dia, naquela época era seu maior sonho, agora o maior sonho é substituído por outro sonho ...

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