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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Uma história de...Horror.

Sim, eu acreditei mais uma vez no amor, acreditei porque ele me convenceu, assim como me passou a perna mais uma vez. Confiei no meu coração, o escutei e escutei errado. Joguei tudo para o alto e fiz o que tinha de ser feito... Na verdade nem fiz. Achei que iria escrever sobre o cara que me tirou do fundo cama, que limpou as minhas lágrimas, que me telefonava todo dia. Tinha idéias de como iria escrever a minha história de amor, não foi bem assim que aconteceu.

Quarta-feira, dia feliz pra milhares de crianças, menos pra mim. Marcamos de nos ver no lugar de sempre, naquele drive in furreca, eu esperei cada segundo daquele dia feliz. Sete horas era o combinado, com direito a quinze minutos de atraso. Quinze minutos. 18h30h já estava só de cueca pronto pra entrar no banho, ficar cheiroso, e passa sabão, shampoo, escova os dentes e dar uma depiladinha nas... Enfim. Sou do tipo que deixo a roupa por último, corri até o guarda roupa separando uma calça que havia comprado a dois ou três anos atrás (a única que não precisava usar cinto), peguei uma camiseta e pronto, desamarroto e está tudo perfeito pra encontrar ele. Fiquei assistindo um filme antigo que passara na TV esperando ele ligar pra dizer que estava me esperando na esquina da quadra de casa. Faltando três minutos para as sete, liguei perguntando se ele havia saído ao menos de casa. Surpresa, ele estava dormindo e me atendeu com aquela voz de quase morrendo. Tentei contar até dois (três é muito tempo) o mínimo que conseguir foi meio ou quase não tive tempo de pensar em tempo. Eu achei que ele tinha mudado depois que nos deixamos, eu só achei. Respirei fundo, soltei o ar. Tornei a respirar. Fiz isso sete vezes (coincidência), na última expiração liguei e:

- Onde tu estas?

- Em casa.

- Tu ainda estas em casa? - Com a cara do bicho mais feio que existe no mundo

- Estou esperando a janta ficar pronta, to com fome.

Desliguei o telefone na cara dele.

Esperei com toda a paciência que nunca havia habitado dentro de mim. 19:17h, nada do filho da puta aparecer. Fui para o quarto, peguei um livro e li dezenove páginas sem parágrafos, sem pontos e vírgulas. Estava nervoso, a ampulheta da paciência tava se esgotando. Esgotou. Liguei para ele e o mesmo não atendeu então resolvi mandar aquela famosa mensagem com as seguintes palavras: “não venha mais, to sem humor, sem vontade”. Não foi bem uma surpresa, mas a resposta que obtive foi: “não iria mais mesmo, a janta ainda não ficou pronta”. Eu quis chamar todos os palavrões que existem, quis jogar meu celular na parede, quis gritar. Percebi que idiota de antes não ia mudar por mim, resolvi não mudar também. Cheguei ao ápice de ficar servindo de otário e se você vier me falar de amor, esqueça, vai soar como inglês aos meus ouvidos. Não acredito mais nisso, embora eu saiba que ele existe, mas não na minha vida, não aquele amor que todo mundo parece ter, menos você.

Me enterrei no fundo do sofá, esperando aquele idiota aparecer pra pedir desculpas ou até mesmo mandar uma mensagem, mas logo cair na realidade de que ele não tinha capacidade pra isso, claro.

Se você acha minhas histórias tristes, passe um dia no meu lugar e vai saber que se tratando de amor, de namoro, de qualquer coisa que se relacione à isso NÃO FAZ PARTE DA MINHA VIDA. Eu tentei fazer de tudo pra dar certo. Juro, eu tentei. Tentei mudar também, mas ele não me deu oportunidade. Dei-me licença, preciso ligar o meu mp3 e escutar as minhas músicas piegas e chorar porque deu tudo errado mais uma vez. Ah, me espere, eu voltarei com boas notícias.

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