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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Imprevisível!



As coisas simplesmente nunca acontecem por acaso, é o amor que é imprevisível. E talvez não seja um amor desses que a gente costuma ver por aí, talvez seja só uma paixão que pode significar muita coisa pra quem sente e pra quem vive isso dia após dia. Não acontece comigo esse lance de estar apaixonado por alguém, embora já aconteceu muitas vezes, mais estar do lado de fora dessa vez me trás uma satisfação imensa que nem sei explicar.
Ela é uma menina cheia de sonhos, prestes a fazer seus tão esperados 17 anos, mora com os pais e uma irmã. Confusa com o término do seu namoro, se acha uma menina fria por muitas vezes duvidar do amor, por ele ter deixado seu coração partido pra que ela juntasse e colasse tudo. Pra ela seria impossível reconstruir tudo, é como se não houvesse mais jeito. Ela tentou de várias formas gostar de alguém, curtiu a vida, pegou os homens mais bonitos do bairro, não que ela seja ma safada da vida, era uma forma de esquecer o autor que tinha ferido seu coração.
Ele, um menino super paciente, serve na área militar do seu estado, um menino que pelo que eu sei, pouco se apaixonou na vida, mas quando se apaixona...sai de perto. Espera, porque ele sempre sabe que vai alcançar, pode passar o tempo que for, ele consegue. Não é desesperado, pelo pouco que o conheço, não parece ser desses homens que vemos no dia dia, posso estar enganado.
Um dia os dois se encontraram, através do menino, que naquela época enchia os olhos da adorável menina de 16 anos e que hoje é só mais um amigo pra estante dela. O tempo foi passando e eles foram se encantando um pelo outro, sem saber porque aquilo estava acontecendo. Na primeira oportunidade ele fisgou, chamou ela e pediu o número do telefone dela, por mais que ela fosse a menina que o amigo dele tivesse ficado, para pedir algo que ela já esperava. Ela não hesitou e cedeu o número, com a maior esperança de que ele retornasse em alguma hora da noite ou até mesmo no outro dia. Ela mal esperava e em minutos o telefone toca, o número aparentemente desconhecido e ela da um pigarro e atende. A voz máscula, de um homem literalmente, a voz do menino que agora ela sonhara. A voz que perturbava a cabeça dela, que fazia ela imaginar mil e uma coisas, que a parti daquele dia alegrava suas manhãs e noites. Esperava ansiosamente por outro telefonema. Não parava de pensar nele, mas se mantinha fria, como se sua frieza fosse o seu escudo, sua autodefesa.
Chegou o dia em que ele não resistiu e convidou a menina, que agora não deixa ele dormir, para sair. Ela aceito, é claro. Não importava, um dia ela sabia que toda essa frieza se resumiria e paixão ou algo parecido. Aconteceu! É o que eles já esperavam aconteceu. Ele a beijou, não se conteve com os lábios dela, pediu pra tomar a iniciativa, mergulhou de cabeça sem ter medo de levar um fora, mas no fundo ele sabia que ela também esperava pelo beijo que transformaria aquele sapo nojento na princesa que ela sempre foi. Desde aí, esse menino, que já não era tão menino, ficou louco, não dormia, só tinha o pensamento nela, começou a querer mais. Querer ficar mais ao lado dela e ela... Ah! eu não entendia. Ela se mantinha fechada, não deixava ninguém tomar espaço no seu coração e ai de quem ousasse. Ele ousou e mais uma vez conseguiu. Não desistiu um segundo, não hesitava em ligar para perguntar como ela estava, se seu dia estava indo do jeito que ela esperava. Foram dias em que os dois estavam ficando cada vez mais próximos, sem perceber. Quando ele resolveu ir na sua casa, visitar ela. Inesperado pra ela e ao mesmo tempo algo que a deixar sorridente de orelha a orelha. Ele insistia e querer mais um beijo dela e por motivos do acaso, ele nunca permitia, nunca deixava, fazia tudo dar errado. Até que um dia, no escuro, bem no escuro do cinema eles se encontraram e fizeram acontecer o que a tempo eles não se permitiam fazer. Ele conseguiu arrancar mais um beijo dela e ela por vez se entregou ao máximo, se permitiu gostar dele por dez segundos, mas ela não esperava em hipótese alguma que esses dez segundos se transformaria em dez dias, de saudades e inconstâncias. Ela partiu, foi conhecer outros lugares, deixando ele, sem ter ao menos a oportunidade de se despedi do jeito que ela queria. Um mês, era o tempo exato que ela voltaria pra encontrar com ele. Essa viagem fez ela descobri o quanto ele fazia falta no seu dia a dia, fez ela sentir o que a muito tempo ela não se permitia senti. Acordava pensando nele todos os dias, já não queria mais saber das conseqüências que essa paixão traria a ela, ela se sentia protegida por ele e o medo já não tinha vez na vida dela. Ela esqueceu que ela tinha medo, medo de se entregar, medo do medo. Agora ela queria se entrega a essa louca paixão, a essa fase que talvez ela precisasse viver para aprender que nós não somos donos do nosso coração e que somos eternamente gratos aos acasos da vida.

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