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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Costumes



Sexta-feira, manhã perfeita pra se fazer qualquer coisa que não seja estudar, olhar a cara do professor na universidade, cidade grande qualquer. Seis da manhã, levanto om um bom dia que foi dito pela boca que procurei na madrugada, a sua. Sentado na beira da cama pensando no que irei fazer durante o dia. Você puxa aquela conversa informal e me dar um beijo e se direciona ao banheiro, você tem de ir trabalhar ou fazer qualquer coisa do tipo. Chegou a minha vez de ir pro banho, cara amassada de um fim de semana turbulento e proveitoso, me arrumo e sigo pra cozinha para o nosso café da matina. Você na ponta da mesa, café, jornal e um cigarro pra dar uma variada, conversamos sobre mil coisas e ainda tivemos quinze segundos para ter uma "DR". Você se levantou, quase correndo eu continuei a tomar o café tranquilamente, pegou sua mochila me deu um beijo, tirando quase meu fôlego e saiu.

Você em algum lugar, fazendo qualquer coisa importante e me amando. Eu em qualquer lugar, fazendo qualquer coisa inútil e te amando. Nossa rotina se estende, reuniões e trabalhos, você projetando algo e eu estudando a nova matéria do semestre de arquitetura, o meu pensamento só se dirige à você, somente. A rotina de uma sexta-feira acaba quando você me liga me chamando pra almoçar. Saio da faculdade ao teu encontro, te vejo na esquina fumando mais um cigarro, acredito ser o segundo e último do dia, pois eu odeio, você me ver e sorri como quem não quer nada, caminhamos em direção ao restaurante. Pegamos a mesa de sempre, a que dar de frente pra uma das avenidas principais da cidade, pedimos o mesmo de sempre e incluímos a batata frita. Conversamos sobre a manchete do jornal principal da cidade, sobre um cantor super famoso que iria se casar em breve com outro homem e que poderia ser um casamento caro. Aproveitamos a euforia do momento e brincamos de planejar o nosso casamento, como fazíamos de costume sempre que tínhamos um tempo livre. Trocamos carinhos e beijos, deixando meio mundo de boquiaberto. Estamos no futuro. Um beijo na testa, como de costume, se despedindo e voltando ao caos da vida humana.

Cinco e meia da tarde, meu celular vibra sobre a mesa do meu querido emprego, uma mensagem, sua:

"Happy hours hoje. Só nós dois. Às 20:30 "

Fiquei super feliz com a notícia, tanto tempo não iria a um bar, ainda mais só nós dois. Fiquei ansioso por aquele momento, queria te ver logo, já estava com saudades. Hora de sair do trabalho estressante, porém, meu tudo. Cheguei em casa super cansado e ao mesmo tempo disposto a uma noite maravilhosa ao lado do meu AMOR (palavra desiguinada dentro de um relacionamento à um dos parceiros.) e eu mal pude esperar ele chegar em casa feliz também por programar nossa noite, coisa que não me passara pela cabeça num fim de semana.
Cheguei no prédio e nem esperei o elevador descer, fui de escada, tropeçando em cada degrau. Baguncei toda a minha pasta procurando pela chave, abri a porta e... lá estava você tomando alguma coisa, me esperando chegar. Te vi sorrindo pra mim. O melhor sorriso do dia, se levantou, me beijou e me deu algo de presente. Corri pro quarto direto ao banheiro, pedi vinte minutos e você disse: "O tempo que você quiser". Aaaaaah, esse negócio de amar é demais. Voltei, vestindo uma bermuda, camisa polo e sandálias e ainda me achou exagerado.

Um dos bares mais frequentados da cidade foi escolhido por nós, quase não havia vaga, claro, meu atraso atrapalhou tudo, o que estava previsto para às oito e meia da noite, aconteceu às nove e quarenta e cinco e o melhor, você nem reclamou. Pedimos alguma coisa pra comer primeiramente e depois... "Hora de ser feliz". Cerveja, cerveja, cerveja e mais cerveja, ao todo vinte e sete cervejas tomamos em uma só noite e saímos conscientes daquele bar. Você pegou o carro e fomos pra casa. Fim de programa, game over. Tomamos banho juntos naquela madrugada de sábado, dormimos ao som de Chico Buarque, juntos, somente com uma cueca.
Preciso dizer o que rolou na noite?

São esses costumes que eu vejo daqui a uns cinco anos, eu e você, só nós dois dividindo uma casa, uma cama, uma vida. Felizes, planejando muitos outros fins de semana como esse, é assim que eu vejo a gente criando o nosso espaço, o nosso amor. Costumes que não são alvos de reclamações, até as brigas fazem parte de uma rotina de um casal feliz, se não houver briga, provavelmente não há amor ou algo do tipo. É assim que eu vejo o meu pequeno sorrindo daqui a algum tempo, que eu me vejo feliz, trabalhando, projetando, construindo cada dia mais a felicidade que eu sempre sonhei. É assim que eu vejo o amor.

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