Toda essa falta que eu sinto me fez te amar mais, sei lá, eu tenho andado atordoado com a vida, com essas coisas que você sente uma vez ou outra na vida, algo que se compare a um grande sentimento de paixão. Eu fiquei cansado de procurar por tua pessoa, pela tua voz, pela tua mão e pelo teu colo, embora todas essas coisas me fazem falta hoje em dia, porque você me acostumou a me agradar sempre que eu queria, mesmo quando eu nem merecia, você fez tudo pra ficar comigo, não tinha medo como eu era acostumado a ter. Medo te perder pra outra pessoa (e perdi), medo do futuro que eu nem conhecia. Talvez eu te ame de verdade, talvez seja só o meu psicológico que se acostumou ou então eu me obrigo todos os dias. Eu tenho tentado esquecer ao máximo tudo, tudo mesmo, tentado me livrar de procurar alguém pra ser feliz, porque sozinho eu não vou conseguir, tenho me sustentado com o sorriso das pessoas e com o meu de vez em quando. Eu não estou triste, só estou diferente do que eu era e essa mudança, que ninguém percebe, me faz pensar em atitudes que eu não queria cometer, só pra ver se você sai da minha vida, mesmo que eu não queria que você saia. A minha vida sempre foi muito cheia de ironia e paradoxo e o engraçado é que eu acho tudo isso tão normal. Eu não sei por qual motivo escrevo pra você, mas é a única maneira que eu vejo de matar essa saudade, essa vontade que eu tenho de te encontrar, essa vontade de ter você e mais meio mundo ao meu lado, é como se eu esperasse a resposta de todo mundo, é como se a minha vida se esvaziasse em qualquer lugar, é como se amor estivesse imperando, é como um bocado de coisa que não daria pra escrever agora. E eu escrevo com o amor que eu nem sinto, mas eu sei que todas essas palavras são alimentos...
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Do lado de cá
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