
Tem vezes que a gente quer se senti o super homem ou a mulher maravilha apenas para surpreender alguém, mas a gente não pensa que devemos ser nós mesmos, ter caráter próprio para chamar a atenção de alguém. Parece que ninguém olha pra você como queria que olhasse e você é obrigado a ter criatividade ou ousadia para poder fazer com que alguém te olhe com as melhores das intenções. Eu pensava que eu tinha que ser assim pra poder alguém me olhar do jeito que eu queria, eu preciso daqueles olhares de algum jeito, com ou sem criatividade, sendo ou não a super homem e dei de contra com a verdade. A verdade é que eu não preciso fazer nada pra conseguir o que eu quero, eu só preciso ser eu, mostrar quem de fato eu sou. Eu preciso ser pouco e muito ao mesmo tempo, sem precisar botar a melhor roupa ou o sapato mais caro só para poder passar a impressão de que você se veste bem se na verdade, quando você usa uma roupa bem simples você mostra bem melhor quem você é. Eu não preciso gritar para que ele ouça, nem preciso me atirar na frente do carro pra salvar ele. Eu só preciso dizer bom dia, dar um sorriso, apertar a mão. Preciso ser ousado e humilde, apenas eu mesmo. Ao mesmo tempo em que eu queria, eu não queria, eu tive medo de que do meu coração fosse tirado mais um pedaço e ficar cheio de sangue, esperando que o tempo chegasse para que ele logo melhorasse e dói ter que ficar parado esperando o tempo, o pior é você não ter a certeza de que esse tempo exista. Eu me pergunto se é dos teus olhos que eu sinto falta ou é de mim, é estranho ser olhado quando você nem está em você mesmo, entendes? Esse negócio é complicado mesmo nem eu entendo. E as vezes eu tenho que me contradizer, por que eu queria ser seu super homem, ser algo além de mim mesmo, te ganhar, não vai ser dessa vez e não importa.
Eu sei que fico em você. Eu sei que marco você. Marco fundo.
Eu sei que, daqui a um tempo, quando você estiver rodando na roda, vai se lembrar que, uma noite, sentou ao lado de uma mina louca que te disse coisas, que te falou no sexo, na solidão, na morte.
Caio F. Abreu

Nenhum comentário:
Postar um comentário